Experiências do Cedeba com educação em diabetes serão adaptadas para o Haiti

Foi positiva a avaliação do trabalho do Centro do Diabetes e Endocrinologia da Bahia (Cedeba) pela delegação do Haiti que conheceu, durante três dias, o funcionamento do centro de referência. Uma apresentação, sobre o atendimento ao paciente com diabetes no Haiti, marcou o encerramento da visita, na tarde desta quarta-feira (13).
 
Pela manhã, a delegação conheceu e se encantou com o trabalho educativo do Grupo Doce Conviver, que o Cedeba desenvolve para pacientes com diabetes tipo 2. Depois das exposições da enfermeira Ana Cláudia Perrotta e da nutricionista Cristiane Pacheco, a equipe conheceu o material educativo que o Cedeba utiliza no trabalho educativo, fundamentado na pedagogia do educador Paulo Freire. A maior parte do material foi produzido pela equipe técnica do centro. 
 
Para a diretora executiva da Fundação Haitiana de Diabetes e Doenças Cardiovasculares (FHADIMAC), Nancy Charles Larco, o trabalho do Cedeba é muito interessante, principalmente pela forma como está organizado e estruturado. O trabalho de educação em diabetes foi o que mais chamou a atenção do grupo, bem como a atenção para a prevenção da retinopatia diabética.
 
Assistência 
 
O membro do Gabinete do Ministro da Saúde do Haiti, responsável pela formação dos Residentes em Cirurgia, Maurice Daguilh, também destacou a importância das ferramentas de educação que o Cedeba utiliza, visando conscientizar o diabético sobre a necessidade do auto-cuidado. 
 
A equipe ainda teve impressão positiva do compromisso da equipe do Cedeba com a assistência. Outro aspecto ressaltado pelos integrantes da delegação foi a proteção legal que o diabético tem no Brasil, que assegura medicamentos e insumos, tema da apresentação da assistente social e advogada Júlia Coutinho.
 
Segundo a presidente da Associação Nacional das Enfermeiras e Enfermeiros Licenciados no Haiti, membro da Comissão Presidencial da Reforma do Sistema de Saúde, também advogada especialista em Direito da Saúde, Lucile Charles, embora a Constituição do Haiti assegure, nos artigos 19 e 23, o direito à saúde, não existe legislação especial de garantia de direitos para os diabéticos como no Brasil.
 
Acolhida 
 
A diretora executiva da FHADIMAC informou que pretende adaptar o material educativo para a realidade do Haiti. Além do material educativo, a equipe contou ainda, na manhã desta quarta (13), com exposição da coordenadora de Educação em Diabetes e Apoio à Rede, Graça Velanes, sobre o trabalho de ajuste glicêmico, com o controle da hemoglobina glicada (dá a média da glicemia nos últimos três meses) e sobre a ação de apoio aos municípios.
 
A diretora da FHADIMAC agradeceu à diretora do Cedeba, Reine Chaves, a acolhida e a hospitalidade. Já a diretora do Cedeba colocou-se à disposição para apoiar o trabalho do Haiti, citando que o centro já recebeu representantes de Moçambique e Guine Bissau, que permaneceram na Bahia por um período longo para conhecer o trabalho do Cedeba.
 
Para Reine Chaves, a vinda da delegação do Haiti mostra “que o nosso trabalho está em consonância com o que preconizam as organizações internacionais”. A visita foi indicação do representante da Organização Panamericana de Saúde no Haiti, Luis Cotidiano
 
Fonte: Ascom/Cedeba

Deixe uma resposta