Com apoio do Brasil, China busca ampliar parcerias com a América Latina

celac_dilma_8Em sua primeira visita oficial ao Brasil, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou a presença dos presidentes da América do Sul, convidados a participar da última sessão da 6ª Cúpula do Brics ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para conhecer e se aproximar mais dos líderes da região. O chinês também pediu que a presidenta Dilma Rousseff convidasse os representantes do quarteto da Comunidade de Estados Latino-americanos para a reunião de ontem   (17), um dia depois da cúpula, no Palácio Itamaraty.

Antes da reunião, que começou por volta das 16h30, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que há um interesse mútuo da China e da América Latina em uma maior aproximação. “No caso da Colômbia, nos interessa que a China esteja presente em todos as propostas de infraestruturas e de financiamento de projetos de licitação. Claro que qualquer aporte que China queira fazer no desenvolvimento colombiano será bem-vindo”.

O encontro de ontem não resultiu em nenhuma assinatura de acordo ou declaração oficial. O objetivo do governo da China foi aproveitar a oportunidade para iniciar diálogos com a região, sob intermediação do Brasil. A China já vem investindo em obras de infraestrutura, sobretudo no Caribe, e é o principal parceiro comercial do Brasil. A intenção da diplomacia chinesa é ampliar as parcerias depois do estreitamento do contato com os líderes latino-americanos.

Participam da reunião no Itamaraty os presidentes Luis Guillermo Solís (Costa Rica), Juan Manuel Santos (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Dési Boutersi (Suriname), Nicolás Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Michelle Bachelet (Chile), Raúl Castro (Cuba), Donald Ramotar (Guiana) e José Mujica (Uruguai), além de representantes da Argentina, do Paraguai, do México e de Antígua e Barbuda.

Na manhã de ontem, a presidenta Dilma Rousseff recebeu Xi Jinping, com as honras de chefe de Estado, no Palácio do Planalto. Eles assinaram 32 atos de cooperação em áreas como aviação civil, energia, sistema financeiro, infraestrutura, educação, mineração, tecnologia, resseguros, construção e agricultura, a maioria deles prevendo investimentos chineses no Brasil. Um dos acordos prevê a compra de 60 aeronaves da Embraer.

Por:Agência Brasil

 

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